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Instituto de Computação da UFF torna-se centro de excelência

O Instituto de Computação da Universidade Federal Fluminense (UFF) acaba de receber o título de centro de excelência na área. O reconhecimento veio da NVidia, empresa líder mundial em tecnologia de computação gráfica e de alta performance. A universidade foi prestigiada com essa chancela devido aos trabalhos de pesquisa em educação e computação paralela (em que vários cálculos são realizados simultaneamente) desenvolvidos para resolução de problemas científicos de fronteira muito relevantes, os quais ainda nenhum pesquisador ou centro de pesquisa conseguiu esclarecer.

O coordenador do centro de excelência, professor Esteban Walter Gonzalez Clua, explica que, em termos práticos, ter recebido tal título significa que a UFF passará a ter maior visibilidade e reconhecimento mundial. Muitos programas de pesquisa e de cunho acadêmico receberão equipamentos de computação de ponta e recursos financeiros concedidos pela NVidia, o que possibilitará que mais pesquisadores e estudantes possam desenvolver seus trabalhos. “Ficamos muito satisfeitos com o reconhecimento, pois há poucos centros de excelência no mundo, em lugares como as universidades de Harvard e Oxford, Barcelona Supercomputing Center e Tokyo Institute of Technology (Tokyo Tech)”, comenta o pesquisador.

Como ato simbólico pela nomeação, a NVidia entregou ao Instituto de Computação o processador mais complexo e mais poderoso já criado, a GPU K10 Cuda, com 5 teraflops de velocidade de processamento, capaz de realizar 5 trilhões de cálculos por segundo. É o que há de mais avançado em processamento de dados numéricos e gráficos, sendo que esse modelo ainda não começou a ser comercializado nem no Brasil, nem no exterior.

Esse último modelo de processador será mais uma importante aquisição para o centro de pesquisa do Instituto de Computação, que já conta com uma infraestrutura de computação de ponta, um laboratório de ensino e um centro de simulação de realidade virtual, com equipamentos que usam GPU Cuda, desenvolvidos pela NVidia. Esses processadores gráficos são muito utilizados para criar efeitos visuais em filmes hollywoodianos e os cientistas os têm empregado em projetos e cálculos científicos por possuírem alta velocidade de processamento. A plataforma de computação paralela e linguagem de programação Cuda foi criada especialmente para aproveitar ao máximo a potência de processamento do GPU.

O centro de excelência do Instituto de Computação tem à disposição essa tecnologia para utilizar em pesquisas como a que está sendo realizada em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), na qual se estuda a expansão do universo e as forças das partículas que são geradas durante esse processo. Cada partícula simulada nessa pesquisa corresponde a uma galáxia inteira. Desta forma, como são necessários cálculos muito complexos das interações de bilhões de partículas, os GPUs são imprescindíveis, pois sem eles os pesquisadores levariam muitos anos para efetuar cálculos e validar resultados que são obtidos em poucos meses com o uso dessa tecnologia de ponta.